Na rocha
Pode ocorrer em veios de quartzo, zonas de cisalhamento, brechas, sulfetos, metaconglomerados ou disseminado em grandes volumes.
Cada camada preserva a origem do dado, separa evidência de interpretação e mostra por que uma área merece mais ou menos atenção, sem transformar favorabilidade em promessa.
É o ouro que permanece na rocha ou no sistema geológico em que foi concentrado, antes de a erosão liberá-lo e transportá-lo.
Pode ocorrer em veios de quartzo, zonas de cisalhamento, brechas, sulfetos, metaconglomerados ou disseminado em grandes volumes.
Uma mina pode ter muito ouro e, mesmo assim, o metal estar tão fino ou preso a sulfetos que um detector não responde.
O alvo não é "rocha velha". É a convergência entre rocha hospedeira, estrutura, alteração, ocorrência e contexto.
| Período | Data aproximada | Leitura para ouro | Na prática |
|---|---|---|---|
| Arqueano | 4,0–2,5 bilhões de anos | Muito favorável quando há greenstone belts, cisalhamento e alteração hidrotermal. | Ouro orogênico, sulfetos, veios e metaconglomerados. A idade sozinha não basta. |
| Paleoproterozoico | 2,5–1,6 bilhão de anos | Muito favorável em províncias como Tapajós, Alta Floresta e Gurupi. | Veios, intrusões e sistemas hidrotermais; pode alimentar placers secundários. |
| Mesoproterozoico | 1,6–1,0 bilhão de anos | Variável e dependente do contexto intrusivo e estrutural. | Precisa de evidência direta, geoquímica e estruturas. |
| Neoproterozoico | 1,0 bilhão–539 milhões de anos | Moderado a alto em cinturões brasilianos deformados. | Veios de quartzo e zonas de cisalhamento, como em partes de MT, TO, MG e RS. |
| Paleozoico–Mesozoico | 539–66 milhões de anos | Em muitas bacias sedimentares, tende a ser menos favorável à fonte primária. | Coberturas podem esconder terrenos antigos; drenagens ainda podem concentrar ouro secundário. |
| Cenozoico | 66 milhões de anos–presente | Importante para ouro secundário, não para a maioria das fontes primárias. | Aluviões, terraços, colúvios, lateritas e retrabalhamento de ouro de rochas mais antigas. |
A amostra gratuita mostra o quadro regional. As demais camadas ajudam a testar hipóteses e devem ser lidas em conjunto.
Base IBGE/BDiA 1:250.000, com a mesma simbologia por idade da amostra e o nome e a litologia de cada unidade.
Greenstone belts e zonas de cisalhamento indicam possíveis controles do ouro primário. Estrutura sugere controle possível, nunca mineralização automática.
Ocorrências do SGB e o histórico do USGS (MRDS, sem atualização desde 2011) mostram onde já houve registro de ouro, não a situação atual.
O mapa não calcula chance de haver ouro. Ele organiza as evidências para você comparar áreas e decidir onde aprofundar a pesquisa.
Ocorrência, depósito, amostra geoquímica ou produção documentada.
Unidade hospedeira, ambiente, estrutura e alteração compatíveis.
Fontes e camadas diferentes apontando para uma interpretação coerente.
Escala, método, data, cobertura, contradições e lacunas de informação.
Ausência de dado não prova ausência de ouro. Nenhuma camada representa teor, reserva, viabilidade econômica, alvo detectável ou recomendação de investimento.
O mapa usa a camada dedicada do SGB e preserva resultado, qualificador, unidade, matriz e projeto. Para comparar, tudo é convertido para ppb: 1 ppm = 1.000 ppb.
Pontos analíticos antes e depois de 2012, em sedimento, solo, rocha, concentrado de bateia e outras matrizes publicadas.
Ensaios de laboratório medem ouro conforme o método e o limite de detecção de cada campanha.
"Detectado", "≥ 100 ppb", "≥ 1 ppm" e "≥ 10 ppm" refinam a visualização sem apagar a cobertura publicada.
Fragmentos, pepitas, material oxidado e partículas rasas, sempre em área autorizada.
Depende do tamanho, profundidade, orientação, mineralização da rocha e do equipamento.
Pode ter valor industrial enorme e ser praticamente invisível a um detector convencional.
Consultar fontes públicas, comparar camadas e planejar levantamentos não é atividade proibida. É uma etapa valiosa antes de qualquer investimento, e não substitui as permissões para acesso, coleta, escavação, pesquisa mineral ou lavra.
Consentimento do proprietário ou responsável pela área.
Verificação atual no Cadastro Mineiro/SIGMINE e respeito ao titular.
Extração e lavra garimpeira dependem de título e licenciamento aplicáveis.
Unidades de conservação, terras indígenas e patrimônio arqueológico têm proteção e regras próprias. Consulte ICMBio, Funai e IPHAN.